Music

This section explains Isabel Soveral’s music in it’s conceptual logic through the five Cycles. Some of them span decades – like Anamorphoses started in 1993 and still going – and others are smaller like The Four Elements, containing only one piece. To see her work organized as Performances and Commissions see Catalogue.

The Shakespeare Cycle (2007/2014)

 

Keep Invention in a Noted Weed…

Esta obra é um estudo da interação entre os instrumentos acústicos e a electrónica: os sons eletroacústicos desenvolvem um campo sonoro complementar ao apresentado pelos instrumentos ao vivo criando um diálogo constante e vivo. Esta obra inspirada no soneto nº 76, de W. Shakespeare.

 

 

Kingdom of the Shore

Esta obra pode ser vista como uma abertura da escrita a outros meios artísticos, nomeadamente a fotografia.

Nota de programa: A origem do ciclo Kingdom of the Shore surge com a leitura dos sonetos:

«Encontrei em Shakespeare uma representação do homem maduro, os seus mostram-nos o Shakespeare filósofo que medita sobre a natureza do amor, da paixão, e sobre a morte e o tempo. No espetáculo, o que está por detrás da música que se ouve no início é exatamente o nascimento do homem maduro que está ligado à terra – a música soa visceral – o nascimento do homem moderno». (Soveral, 2011).

 

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THE “Anamorphoses” CYCLE (1993/2017)

Sobre este ciclo é relevante o texto do compositor texto de António Chagas Rosa: «Isabel Soveral – apontamentos de uma estética musical».

 

Anamorphoses I

A obra Anamorphoses I, devido ao papel orquestral da fita magnética e a forma como se desenrola a relação clarinete-fita, toma quase a dimensão de um Concerto para clarinete e fita magnética.

Alguns aspetos sobre a elaboração da parte eletrónica:

A primeira fase centrou-se na elaboração do carácter tímbrico da peça – sons que se aproximassem do timbre do clarinete e sons que contrastassem com o mesmo. Foram utilizados sons que são acústicos na sua origem mas que sofrem transformações eletrónicas: várias sequências do mesmo som, que transformado por diferentes critérios de morfose, perde, eventualmente, as suas qualidades sonoras iniciais e por consequência a sua identidade, dando origem a um novo objecto sonoro.

Sendo a primeira peça do ciclo Anamorphoses é aquela em que o material aparece na sua forma menos complexa, e onde o trabalho desenvolvido em estúdio tem um carácter mais experimental.

 

 

Anamorphoses III

Esta obra desenvolve os princípios de interação entre a escrita e a eletrónica já apresentados em Anamorphoses I. Esta relação está descrita de forma poética nas notas de programa da autoria do compositor Chagas Rosa:

«(…) Imagine-se um violinista que, tocando em frente a um espelho, teve artes de fazer surgir um alter-ego do lado de lá da superfície vítrea, uma entidade dialogante com a qual desenhou um percurso poético, e durante o qual a dualidade iniciática Fausto/Mefistófeles revive plenamente. Imitações, desafios, junção e repulsa, caricaturização de material enunciado bem como o alargamento de clareiras temáticas específicas a cada um dos intervenientes caracterizam esta zona de fronteira entre mundos sonoros tidos como opostos mas que afinal parecem apetecer-se reciprocamente.».

 

 

Anamorphoses IV

Anamorphoses IV é a primeira obra do ciclo Anamorphoses que não utiliza sons eletrónicos. Esta peça é elaborada partindo de dois curtos fragmentos de Anamorphoses III para violino e fita magnética.

 

 

Anamorphoses V

No caso deste quarteto de cordas, o material utilizado em Anamorphoses IV vai sendo inserido em contextos expressivos distintos por transformação gradual das qualidades expressivas iniciais.

 

 

Anamorphoses VI

Esta obra tem duas versões – com eletrónica e sem eletrónica. É a peça do ciclo que melhor demonstra todo o trabalho realizado sobre a fusão do material eletrónico com o instrumental acústico.

 

 

Anamorphoses VII

Nesta peça, o material desenvolvido no ciclo Anamorphoses adquire uma nova dimensão expressiva; a fusão tímbrica na apresentação das linhas principais e os contrastes resultantes da exploração dos registos extremos tornam-se os aspetos principais na transformação das frases/gestos das últimas três obras deste ciclo: Anamorphoses IV (violoncelo solo), Anamorphoses V (quarteto de cordas) e Anamorphoses VI (saxofone tenor solo e versão com eletrónica). O papel solista do violoncelo traça a linha unificadora característica de todo este ciclo. A presença nesta obra muitos aspetos orquestrais derivados do mundo sonoro da obra Inscriptions sur Une Peinture é uma constante; poderá dizer-se que Anamorphoses VII é uma peça que fecha um ciclo criativo e inicia outro, onde a tendência para grandes grupos instrumentais com texturas timbricamente influenciadas pelos sons eletrónicos começa a ser evidente.

 

 

Anamorphoses VIII

O material criado para as Anamorphoses I, II e III (todas elas com electrónica) é desenvolvido nas Anamorphoses IV, V, VI, VII e VIII nas quais as ideias musicais vão adquirindo uma dimensão puramente instrumental e o material sonoro original vai sendo inserido em contextos expressivos distintos, por transformação gradual das qualidades expressivas iniciais. A grande densidade tímbrica da narrativa orquestral em Anamorphoses VII dá lugar à transparência contrapontística do discurso, ouvindo-se as sequências intervalares (melódicas e rítmicas) que orientaram este ciclo.

Anamorphoses IX (obra em processo de escrita)

Concerto para violoncelo e orquestra, encomendado pela Casa da Música e Câmara de Matosinhos, com estreia programada para 28 de janeiro de 2018 na Casa da Música.

Esta obra pretende ser uma versão para orquestra de Anamorphoses VII.

 

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THE “Mémoires d’Automne” CYCLE (1999/2003)

 

O pensamento que alimenta este ciclo pode ser descrito em duas palavras: ilusão sonora. Aqui, não é a aproximação mais imediata entre o mundo acústico e o eletrónico – característica do ciclo anterior – que define o diálogo entre a flauta baixo e a eletrónica: o material apresentado eletronicamente desenrola-se numa matriz sonora paralela à da flauta, criando um campo acústico com uma configuração espacial e harmónica complementar à apresentada pelo instrumento. Ao contrário do ciclo Anamorphoses, neste caso os pontos de interceção entre a eletrónica e o instrumento acústico acontecem com menos frequência, traçando somente os momentos-chave da geografia formal da obra.

 

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THE “Le Navigateur du Soleil Incandescent” CYCLE (2005/2016)

 

Le Navigateur du Soleil Incandescent – Première lettre

Esta obra, para viola de arco e piano, corresponde à primeira de um ciclo de cinco intitulado Le Navigateur du Soleil Incandescent. Este ciclo segue com uma obra para orquestra, contratenor e 4 vozes masculinas e fecha com uma obra para orquestra, barítono e eletrónica. Todo o ciclo é inspirado num poema de Al Berto com o mesmo nome do título deste ciclo.

O trabalho com texto obriga à procura de soluções para responder a novas condicionantes e abre novos caminhos no processo de composição, conduz a um projecto criativo distinto, que pode integrar métodos criativos anteriores, mas ao serviço de um novo caminho.

O texto ajudou-me a ter uma postura mais livre, e essa liberdade acaba por ser fértil, porque cria novos espaços. É um recomeço. As primeiras ideias musicais desta peça foram surgindo conforme fui retratando, em pequenos esboços, o estado de alma do navegador que, solitário no seu destino, sonha com o seu amor.

 

Paradeisoi

Embora escrita posteriormente será a primeira desta trilogia para orquestra. É como uma introdução, de cerca de treze minutos, onde o texto ainda não aparece. Paradeisoi vem apresentar um espaço imaginário onde o personagem sonha com a sua amada. A obra procura ser encenação - a narração do espaço. A peça vai-se articulando em planos, como se estivéssemos a virar, a fazer uma esquina para outra parede, para outro enquadramento.

Tive sempre a ideia desta peça como uma narrativa lenta, essencialmente vertical. O início lança uma energia que a alimenta e que tem um desvanecimento natural até ao fim da peça. A energia rítmica inicial funciona como um trigger. Logo de seguida a narrativa tem que se tornar plana, vertical, tornando-se um espaço onde movimentos subtis e interiores acontecem. Este início estabelece a estrutura métrica de toda a obra. Esta sequência métrica é apresentada rapidamente, com tuttis na orquestra, dando origem a uma frase rítmica. Embora métrica e ritmo sejam coisas distintas, aqui funcionam em bloco; a questão da articulação do material sonoro no tempo vai sendo expandida na obra pela utilização de diferentes escalas temporais, o que poderá levar a o ouvinte, por vezes, a perder o sentido do rítmico original.

 

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THE “Quatro Elementos” CYCLE (2014/16)

 

Watatsumi

‘ The name Watatsumi derives from the words wata-tsu-mochi, which literally means "titular of the sea", indicating a kami with dominion over the ocean. The old Japanese sea gods were snakes or dragons. In popular belief, the dragon-god is considered as god of the sea who lived in magnificent palaces in the depths of the sea or in the bottom of inner lakes. Okakoro-kakuzo writes in his Tea book that the dragon is the spirit of change, therefore, of life itself, taking on new forms never being seen in its complete or total form’ Miguel Bénard

 

 

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